Notícias

Mulheres representam 38% da magistratura brasileira, revela CNJ

Mulheres representam 38% da magistratura brasileira, revela CNJ


A magistratura brasileira é composta majoritariamente por homens brancos, católicos, casados e com filhos. O perfil sociodemográfico foi revelado a partir de levantamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A pesquisa envolveu 11.348 juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores. Esta é a segunda vez que o CNJ realiza o estudo. O primeiro foi em 2013.

O relatório "Perfil Sociodemográfico dos Magistrados - 2018" demonstrou que a participação de mulheres no Poder Judiciário aumentou, mas ainda está muito abaixo dos homens. O percentual de mulheres é de 38%, enquanto o de homens é de 62%. Na década de 1990, a participação de mulheres era de 25%, contra 75% de homens.

Leia também: Associações de magistrados são as que mais contestam emendas constitucionais no STF

Além de serem minoria na magistratura, as mulheres progridem menos na carreira. Elas representam 44% dos juízes substitutos, mas  ocupam apenas 39% da vagas de juízes titulares. O número de mulheres se torna ainda menor no 2º grau (23% da vagas de desembargadores) e nos tribunais superiores (16% dos ministros).

“É possível que haja uma dose de preconceito já que, para entrar, mulheres e homens competem por meio de provas. No entanto, algumas progressões dependem de indicações. Mas não creio que seja só isso. As mulheres ainda têm muitas atribuições domésticas e isso gera impacto profissional. De qualquer forma, é um dado que precisa ser estudado, já que não fomos a fundo em relação aos motivos dessa diferença e ela pode ser observada também em outras carreiras”, diz Maria Tereza Sadek, diretora do Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ.



A maior parte dos magistrados (80%) é casada ou possui união estável. Entre os homens, o percentual de casados é de 86%. Entre as mulheres, 72%. Os solteiros representam 10%; os divorciados, 9%; e os viúvos, 1%. A maioria tem filhos (78%), sendo 74% das mulheres e 81% dos homens. A maioria se declarou branca (80,3%). A seguir aparecem os negros (18%; sendo 16,5% pardas e 1,6% pretas), e 1,6% de origem asiática. Apenas 11 magistrados se declararam indígenas. Dos que entraram na carreira a partir de 2011, 76% se declararam brancos.

O levantamento do CNJ revelou também uma redução no grau de endogenia da magistratura. Endogenia é o ingresso de parentes no Judiciário. De acordo com a pesquisa, 13% dos juízes que ingressaram a partir de 2011 têm parentes na magistratura. Na década de 1990, este percentual era de 30%. No entanto, quanto maior a posição hierárquica na carreira, maior é o grau de endogenia: 14% entre os juízes substitutos, 20% entre os juízes titulares e 30% entre os desembargadores.
We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.