TST – Trabalho Seguro mobiliza operários em Manaus

Começou há pouco, no canteiro de obras da Arena da Amazônia, em Manaus, o 13º Ato Público pelo Trabalho Seguro, o último a ser realizado em um estádio que receberá a Copa do Mundo de 2014. O evento, com a participação de cerca de 1600 operários, tem exibição de vídeos, distribuição de material didático sobre prevenção de acidentes, sorteios de brindes e apresentação dos grupos folclóricos bois-bumbá Garantido e Caprichoso e da cantora amazonense Márcia Siqueira.

Participam ainda do ato, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro João Oreste Dalazen, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM-RR), David Alves de Mello Júnior, do vice-governador José Melo de Oliveira, e o superintendente Norte/Nordeste da Construtora Andrade Gutierrez, Carlos Henrique dos Reis Lima, além de outras autoridades locais.

O ato faz parte do "Programa Trabalho Seguro", mantido pelo TST, CSJT e outras instituições públicas e privadas, que já visitou vários outros estádios da Copa de 2014, entre eles Rio Grande do Sul, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Natal, Cuiabá, Rio de Janeiro e Fortaleza. Em novembro, com a sua realização na Usina Hidrelétrica Santo Antônio, em Porto Velho (RO), o "Ato pelo Trabalho Seguro" começou a ocorrer também nos grandes canteiros de obras do país.

Vencedor do Prêmio Innovare 2012, o objetivo do "Programa Trabalho Seguro" é alertar trabalhadores, empregadores e a sociedade de maneira geral sobre os riscos das atividades diárias, com o intuito de estimular a prevenção de acidentes e reduzir o alto número de casos no Brasil.

Construção Civil

Atualmente o programa se encontra em sua segunda fase, voltada para a construção civil, recordista no número absoluto de casos de mortes decorrentes de acidentes do trabalho e em segundo lugar no ranking geral de acidentes. A cada 100 vítimas, pelo menos seis são pedreiros, serventes e outros trabalhadores de canteiros de obras. Os profissionais que mais se acidentam são os operadores de robôs e condutores de equipamento de cargas, que representam 10% do total.

Os acidentes de trabalho custam ao país cerca de R$ 71 bilhões por ano, de acordo com estudo feito pelo economista José Pastore, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). O valor representa cerca de 9% da folha salarial anual dos trabalhadores do setor formal no Brasil, que é de R$ 800 bilhões.