Notícias

AMATRA1 consolida decisões administrativas e regulamenta indicações ao TRT-1 durante AGE

Reunião virtual convocada por Rafael Pazos delibera contas, composição da Comissão de Prerrogativas e nova resolução interna

A primeira Assembleia Geral Extraordinária da AMATRA1 de 2026,  convocada pelo presidente Rafael Pazos, aconteceu na  terça-feira (10). Durante o encontro telepresencial que reuniu 41 associados, foram aprovadas,  por unanimidade, a prestação de contas, as indicações para a Comissão de Prerrogativas e a minuta de resolução que define regras para a escolha de representantes da entidade nos colegiados temáticos do TRT-1.

Além de atestar a regularidade das contas, o plenário também chancelou, sem divergências, os nomes do juiz Victor Teixeira Barreto da Silva, da juíza Patricia Lampert Gomes Ribas e da desembargadora Marcia Regina Leal Campos para integrar a Comissão de Prerrogativas, órgão responsável por matérias relacionadas às garantias institucionais da magistratura associada.

No mesmo ato, os participantes validaram a minuta de resolução que disciplina o processo de indicação de representantes da AMATRA1 para os colegiados temáticos do TRT1. O texto estabelece parâmetros formais de atuação institucional.  

A convocação observou o Estatuto da associação, que admite a realização de assembleias em formato telepresencial, modalidade incorporada ao regramento interno ao final da gestão anterior. O edital ficou disponível na área restrita do site e foi encaminhado aos associados com as informações de acesso.

A pauta incluiu ainda o encaminhamento dos trabalhos da comissão constituída na AGE anterior para tratar das indicações da entidade a comitês, mantendo a discussão sobre a organização da representação institucional.

Leia mais: Ejud1 abre inscrições para Programa de Visitas Institucionais na Espanha em 2026

TRT-1 homologa acordo em execução fiscal e suspende leilão do Pavilhão de São Cristóvão

Diretoria da AMATRA1 se reúne com a Presidência e Corregedoria do TRT-1

Notícias

Entre a Sapucaí e os tribunais, Luciana Neves reflete sobre o Carnaval

Ex-presidenta exalta a dimensão cultural da festa, mas alerta para necessidade de fiscalização

Ex-presidenta da AMATRA1, Luciana Neves construiu uma relação de afeto com o Carnaval carioca que começou nos blocos de rua e chegou à Sapucaí. Em 2018, estreou no Desfile das Campeãs pela Paraíso do Tuiuti. No ano passado, voltou a desfilar, desta vez, pela Inocentes de Belford Roxo, agremiação na qual já confirmou presença este ano. Para a magistrada, o Carnaval é uma expressão da cultura popular e um espaço de crítica social e inclusão. Com a experiência de quem atua nos tribunais, ela alerta, no entanto, que os problemas estruturais relacionados às condições de trabalho na produção dos desfiles não podem ser ignorados e que a fiscalização precisa ser efetiva para coibir práticas que coloquem em risco os direitos dos trabalhadores.

Luciana Neves estreou na Marquês de Sapucaí de forma inesperada, há oito anos, quando aceitou um convite de última hora para integrar o Desfile das Campeãs da Paraíso do Tuiuti. A estreia foi com pé direito. A escola foi a campeã daquele ano, com o enredo “Meu Deus, Meu Deus, está extinta a escravidão?”, que abordou a reforma trabalhista de 2017 e as formas contemporâneas de exploração. A magistrada relembra a experiência como uma das mais intensas que já viveu, sobretudo porque combinou as alegrias da folia com um tema de grande impacto junto ao público, que foi contagiado pela apresentação. 

A relação com o Carnaval, no entanto, antecede a experiência na avenida. Ela recorda que frequentava bailes infantis com os pais desde os três anos e se divertia em blocos tradicionais da Zona Sul do Rio, como a Banda de Ipanema, com a qual mantém vínculo estreito desde a fundação, em 1965. O desejo de desfilar na Sapucaí foi consequência natural de sua relação com o carnaval. 

As_ex-presidentas_da_AMATRA1_Áurea_Sampaio_e_Luciana_Neve_no_Carnaval_do_Rio.jpeg

As ex-presidentas da AMATRA1, Áurea Sampaio e Luciana Neves, no Carnaval do Rio/Arquivo pessoal

Em 2025, a juíza voltou à avenida pela Inocentes de Belford Roxo, incentivada por amigos ligados à escola. Este ano, ela desfila na sexta-feira de Carnaval. Luciana afirma que pretende seguir participando do Carnaval por muitos anos e, ao falar da vivência dentro das escolas de samba, destaca a dedicação das comunidades como um dos pilares da festa. Para ela, o envolvimento coletivo se revela no trabalho cotidiano e no compromisso dos integrantes com o desfile. 

Com o olhar voltado à proteção dos trabalhadores, a magistrada alerta, porém, para a persistência de situações de abuso laboral que refletem problemas estruturais do país. Ela chama atenção para contradições na própria dinâmica da festa, como a existência de atividades não remuneradas e de situações de risco. Luciana relaciona essas práticas a casos já analisados pela Justiça do Trabalho, inclusive com registros de acidentes fatais, e defende maior rigor na fiscalização.

Na avaliação de Luciana Neves, o Carnaval ocupa papel relevante como manifestação da cultura brasileira, com raízes fincadas na  criatividade popular e na resistência de comunidades historicamente marginalizadas, funcionando como espaço de memória, crítica social e afirmação de identidades. A magistrada relembra que temas pouco visíveis em meios de comunicação ganham projeção na avenida, como a vitória da Tuiuti que presenciou em 2018 com enredo crítico sobre escravidão contemporânea. 

A juíza sustenta que a valorização do Carnaval como patrimônio cultural exige o reconhecimento das desigualdades que atravessam sua produção. Nesse sentido, afirma que a festa “espelha as desigualdades estruturais do país” e reforça a necessidade de políticas públicas que garantam trabalho digno, seguro e valorizado para todos os integrantes das comunidades envolvidas na festa. 

Leia mais: TRT-1 homologa acordo em execução fiscal e suspende leilão do Pavilhão de São Cristóvão

Luciana Neves participa de debate sobre inclusão na Justiça do Trabalho

TRT-1 e AMATRA1 debatem inclusão de pessoas com deficiência no mercado

Últimas notícias

Sobre a Amatra 1

A Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região - Amatra1
é uma entidade de natureza civil, sem fins lucrativos, e atua na defesa dos direitos
e interesses dos magistrados trabalhistas ativos e aposentados do Rio de Janeiro.

Trabalho, justiça e cidadania
Acordo de cooperação para combate ao trabalho infantil
Utilizamos Cookies

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a Política de Privacidade, e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Leia Mais