Obra apresentada no evento resgatou a atuação da jornalista e gestora cultural em diferentes momentos da história brasileira
A trajetória da jornalista e gestora cultural Niomar Moniz Sodré Bittencourt, uma das fundadoras do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), foi tema de uma roda de conversa promovida pelo Centro Cultural e pela Ouvidoria da Mulher do TRT-1 nesta quarta-feira (22). O evento foi conduzido pelo jornalista Ricardo Cota, autor de “A Mulher que Enfrentou o Brasil – A Arte e a Coragem de Niomar Moniz Sodré Bittencourt”. O presidente da AMATRA1, Rafael Pazos, participou do debate e destacou a necessidade de ampliar o reconhecimento das contribuições femininas para a história, a arte e a cultura brasileiras.
Cota elogiou a iniciativa e afirmou que debates públicos são fundamentais para preservar a memória de mulheres que desempenharam papéis relevante na história do país. “Toda oportunidade que fala sobre a história das mulheres do nosso país, que já enfrentaram tantos desafios, em especial no Século XX, merece apoio. Trazer a história da Niomar, para mim, é muito especial, inclusive porque ela foi uma mulher cuja vida foi praticamente apagada por conta de uma série de problemas que ela precisou encarar ao longo da vida”, disse o escritor.
O presidente da AMATRA1 relacionou a trajetória de Niomar Moniz Sodré Bittencourt à discussão sobre a visibilidade das mulheres na história brasileira. “As mulheres que fazem parte da nossa história, muitas vezes, não recebem o reconhecimento que merecem. Elas sabem o quanto precisam lutar para alcançar espaços de destaque. Muitas vezes, injustamente, precisam batalhar mais que os homens”, destacou Pazos.
A desembargadora Mônica Puglia, ouvidora suplente da Mulher, afirmou que a trajetória de Niomar evidencia a importância de ampliar a visibilidade de mulheres que abriram caminhos em diferentes áreas da sociedade. Segundo ela, a homenageada é uma referência de protagonismo feminino e inspiração para novas gerações. “Eventos assim falam de mulheres que foram figuras de vanguarda, à frente de seus tempos, e inspiram outras a se empoderar”, declarou. Ela acrescentou que a Ouvidoria busca acolher mulheres em situação de violência e fortalecer sua autonomia.
Jornalista, gestora cultural e uma das fundadoras do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), Niomar Moniz Sodré Bittencourt (1916-2003) participou da criação e da consolidação da instituição, dirigiu o jornal Correio da Manhã e tornou-se uma das vozes de maior projeção na defesa da cultura e da liberdade de expressão durante o Século XX. Sua atuação a colocou entre os principais nomes da história da imprensa e das artes no Brasil, além de levá-la a enfrentar perseguições durante a ditadura militar.
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