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Quando o samba encontra a Justiça: ato do TRT-1 reforça inclusão e respeito

Evento carnavalesco mobiliza foliões em defesa de pessoas com deficiência e  no combate à violência contra a mulher e às ilegalidades trabalhistas 

As campanhas “Só o Sim é Sim” e “Trabalho Decente é Lei” ganharam as ruas do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (12), durante ato em frente à sede do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, na Rua da Imprensa. Com apresentações do Bloco Batuque da Justiça e do Grupo de Dança Inclusivo Expressar, a iniciativa do Tribunal buscou alertar foliões sobre os direitos das pessoas com deficiência, o combate à violência contra a mulher, especialmente no período do Carnaval, e a importância do trabalho digno. O presidente da AMATRA1, Rafael Pazos, prestigiou o evento e destacou que a manifestação cultural pode contribuir para promover a inclusão, a diversidade e a conscientização sobre questões de gênero e trabalhistas. 

Pazos afirmou que a proposta é promover a conscientização do público através do carnaval, da dança e de espetáculos artísticos. Segundo ele, a ação carrega “a marca da diversidade, a marca da inclusão”, pautas que também fazem parte das bandeiras da associação.

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Apresentação do Grupo de Dança Inclusivo Expressar

O ato foi organizado por quatro subcomitês do TRT1 voltados à prevenção e ao combate à violência laboral, ao assédio moral, ao assédio sexual e a todas as formas de discriminação. A partir deste ano, o evento passou a incluir de forma expressa o repúdio à violência contra a mulher em geral e, em especial, aquelas que trabalham no período carnavalesco.

A programação incluiu a apresentação do Grupo de Dança Inclusivo Expressar, formado por pessoas com deficiência que utilizam cadeiras de rodas em suas performances. Integrante da Comissão de Acessibilidade do tribunal, a juíza Mônica Cardoso afirmou que a apresentação foi “linda” e “emocionante” e que a dança transmite “a mensagem de que todos podem se expressar”. Ela informou que a participação do grupo foi planejada desde o ano passado com o objetivo de inserir uma manifestação artística no calendário carnavalesco institucional.

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Luciana Neves e Mônica Cardozo no ato pré-carnavalesco

O Bloco Batuque da Justiça animou o ato em frente ao prédio-sede com apoio do Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe), parceiro da iniciativa desde sua criação. Após a atividade, o bloco seguiu para desfile na Cinelândia, com concentração na Praça Floriano e o tema “Justiça Guardiã do Povo”, em celebração aos cinco anos de atuação.

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Bloco Batuque da Justiça na Rua da Imprensa

Durante o evento, o Tribunal também divulgou canais de denúncia. Violações de direitos humanos podem ser comunicadas ao Disque 100, disponível 24 horas por dia. Casos de violência contra a mulher podem ser registrados pelo Ligue 180, serviço gratuito e confidencial que funciona diariamente, inclusive no período de Carnaval.

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Ana Maria Soares amplia projeto social no Carnaval da Estácio de Sá

Curso de adereços financiado por magistrada aposentada passa a integrar fantasias e carros alegóricos da escola no desfile de 2025

A juíza aposentada Ana Maria Soares consolidou, no Carnaval de 2025, sua atuação nos bastidores da Escola de Samba Estácio de Sá ao ampliar o curso de formação de aderecistas que financia com recursos próprios. Este ano, além de os alunos da comunidade do São Carlos confecionarem adereços das fantasias, pela primeira vez também farão adereços para carros alegóricos do desfile deste ano. O enredo homenageia Tata Tancredo, figura histórica ligada à origem da escola e da Umbanda no Rio de Janeiro.

Criado após sua aposentadoria do TRT-1, o projeto passou a ocupar papel central na preparação do Carnaval da Estácio e ampliou a inserção dos alunos nas diferentes etapas da produção.

Idealizado a partir da aproximação de Ana Maria com a Estácio de Sá, o curso de adereços este ano adotou um novo método de trabalho em 2025. Segundo a magistrada, a reorganização do cronograma permitiu a entrega antecipada das fantasias, o que abriu espaço para alunos passarem a atuar também no barracão da escola. “Como acabaram as fantasias mais cedo, os alunos estão trabalhando nas alegorias, os carros alegóricos”, afirmou.

Localizado nas imediações da quadra da Estácio, o barracão concentra a montagem e finalização dos carros que desfilam na Marquês de Sapucaí. A entrada dos alunos nesse espaço representou uma ampliação do escopo do projeto, que até então se restringia ao ateliê responsável pelos adereços das fantasias. Em 2025, os elementos produzidos pelos participantes passaram a compor também as alegorias.

O projeto garante o pagamento dos professores e bolsas aos alunos, custeados por Ana Maria, enquanto equipes terceirizadas mantidas pela escola são responsáveis pelo corte e costura das fantasias. Mesmo morando em Penedo, no interior do estado, a magistrada acompanha as atividades regularmente, visitando a quadra, o ateliê e o barracão. “Patrocino tanto os professores quanto os alunos”, disse.

A ampliação da atuação resultou de aprendizados do Carnaval anterior, quando dificuldades no cronograma impactaram parte da produção. Para este ano, a mudança na organização do trabalho permitiu que a escola chegasse à fase final com grande parte do Carnaval concluída.

No desfile de 2025, a Estácio de Sá levará à avenida um enredo em homenagem a Tata Tancredo, fundador da Umbanda no Rio de Janeiro e personagem histórico ligado ao Morro de São Carlos, comunidade que deu origem à escola. A escolha reforça a relação entre a agremiação e o território, formado majoritariamente por moradores da região, muitos com décadas de participação na Estácio.

A trajetória de Ana Maria na Justiça do Trabalho influenciou sua aproximação com iniciativas comunitárias. Aposentada desde 2022, após mais de 40 anos de atuação na magistratura, ela ocupou cargos como vice-corregedora e vice-presidente do TRT-1 e presidiu comissão de enfrentamento do trabalho em condições análogas à escravidão.

Integrante do conselho da Estácio de Sá, Ana Maria tem presença confirmada no desfile de 2026, atuando novamente nos bastidores e desfilando com a camiseta institucional. “O que eu gosto é do bastidor”, afirmou. A participação no Carnaval representa, segundo ela, a continuidade de um trabalho desenvolvido em conjunto com a comunidade do São Carlos e integrado à estrutura produtiva da escola.

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Assembleia aprova prestação de contas e regulamenta indicações ao TRT-1

Reunião virtual convocada por Rafael Pazos delibera contas, composição da Comissão de Prerrogativas e nova resolução interna

A primeira Assembleia Geral Extraordinária da AMATRA1 de 2026 aprovou, por unanimidade, a prestação de contas de 2025, as indicações para a Comissão de Prerrogativas e a minuta de resolução com regras para escolher representantes da entidade nos colegiados temáticos do TRT-1. O encontro telepresencial desta terça-feira (10) foi convocado pelo presidente Rafael Pazos e reuniu 41 associados.

Além de atestar a regularidade das contas, o plenário também chancelou, sem divergências, os nomes do juiz Victor Teixeira Barreto da Silva, da juíza Patricia Lampert Gomes Ribas e da desembargadora Marcia Regina Leal Campos para integrar a Comissão de Prerrogativas, órgão responsável por matérias relacionadas às garantias institucionais da magistratura associada.

No mesmo ato, os participantes validaram a minuta de resolução que disciplina o processo de indicação de representantes da AMATRA1 para os colegiados temáticos do TRT1. O texto estabelece parâmetros formais de atuação institucional.  

A convocação observou o Estatuto da associação, que admite a realização de assembleias em formato telepresencial, modalidade incorporada ao regramento interno ao final da gestão anterior. O edital ficou disponível na área restrita do site e foi encaminhado aos associados com as informações de acesso.

A pauta incluiu ainda o encaminhamento dos trabalhos da comissão constituída na AGE anterior para tratar das indicações da entidade a comitês, mantendo a discussão sobre a organização da representação institucional.

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